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Candidatos são pessoas, não CVs!

 

Sofia Esteves

 

 

 

 

Quem atua em Recursos Humanos como eu ou lidera uma equipe sabe que é muito comum profissionais serem contratados por suas habilidades técnicas e demitidos por problemas de comportamento. E é essa constatação que gera a contínua busca por maior assertividade e  novas técnicas de recrutamento e seleção nas empresas.

 

Hoje em dia, continuamos a analisar a experiência profissional do candidato descrita no currículo, mas esta ação passou a ser apenas um primeiro filtro para escolher, entre centenas de bons candidatos, quais são aqueles com que faremos um primeiro contato telefônico e convidaremos para uma entrevista pessoal.

 

Nessa entrevista, perde muitos pontos o candidato que tenta impressionar o recrutador apenas com suas habilidades técnicas. O que a empresa ou consultoria de seleção quer de fato nesse momento é conhecer o comportamento e as competências deste candidato.

 

Depois da entrevista com o selecionador, geralmente vem (ou deveria vir) mais uma entrevista em que o mais importante não é a “experiência profissional” descrita no papel: é o temido cara-a-cara com seu futuro líder. Esta sim é a pessoa que deve descobrir todas as suas competências antes da contratação.

 

Mas como este líder deve fazer para conhecer a fundo um candidato se o único recurso que ele tem é a sua palavra e desenvoltura? Minha sugestão é que esse líder recorra a algumas ferramentas existentes no mercado, que são uma verdadeira “mão na roda” para saber se o comportamento de um candidato está alinhado com o da futura equipe e do líder em si.

 

Quem nunca respondeu a algum teste online com uma série de perguntas sobre o que faria na situação X ou se o chefe disse Y? Pois é. Existem realmente muitas ferramentas de análise de personalidade e cada uma tem um objetivo diferente, algumas mais atuais, outras mais ou menos flexíveis. Uma de que eu gosto muito é o Facet5, pois trabalha com o quinto fator (a maioria trabalha com 4 fatores) que é a emocionalidade. É o quinto fator que “tempera” todos os demais e determina, inclusive, como cada indivíduo reage diante de uma situação de estresse ou conflito. O Facet5 é bacana também porque dentro desses 5 fatores, há ainda os subfatores. Eles abrem algumas questões e permitem que a personalidade seja analisada de maneira mais profunda e complexa, mais coerente com nossa realidade humana. Essa conjunção de fatores e subfatores faz toda a diferença na hora de entender como funciona cada profissional e de que maneira cada um contribui para a entrega de melhores resultados.

 

Eu particularmente acredito que é mais fácil trabalharmos com pessoas, liderarmos equipes, quando sabemos um pouco mais sobre seus integrantes, porque cada ser humano é único. Um processo de recrutamento e seleção pode ir por água abaixo se apenas forem consideradas competências técnicas. É mais fácil investir nos conhecimentos técnicos que faltam a um candidato do que se surpreender com a ausência de determinados comportamentos esperados.

 

Calma. Você deve estar se perguntando agora “e se eu for mal nesse tal questionário? Como fica?”. É importante reforçar que não existe resposta certa ou errada quando se trata de personalidade. Não se preocupe com isso. O que existem são perfis diferentes – mais ou menos adequados a times já estabelecidos e a determinadas culturas organizacionais.

 

Eu realmente acredito nesse olhar individualizado, que observa e respeita as características de cada um. Só conhecendo um profissional como pessoa é que podemos ser realmente bons líderes.

 

Fonte: Exame.com

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/carreira-em-geracoes/2013/04/29/candidatos-sao-pessoas-nao-cvs/

 


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