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Como identificar e (reter) talentos

 

 

Boa formação, inúmeros cursos, especializações. Essas são algumas das exigências mais frequentes na hora de contratar um profissional. Mas, como isso é possível num país como o Brasil, onde, em média, um adulto estuda pouco mais de sete anos, segundo dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento? De acordo com o atual modelo de educação brasileiro, nesse período não é possível nem concluir o ensino básico.

 

 

Tendo em vista esse cenário fica difícil para boa parte da população conseguir fazer parte do mercado formal de trabalho. Não em empresas como a Santa Mônica, fundada em 1977. Fabricante de tapetes e carpetes, sua sede, em Osasco, abriga, hoje, cerca de 80 funcionários apenas na planta da fábrica.

 

 

Lá, o item mais importante no momento da contratação não é o grau de escolaridade. Isso acontece, pois, apesar de possuir máquinas, um dos grandes diferenciais da empresa é oferecer produtos semiartesanais, que dependem (e muito) do olho e da sensibilidade humana, que não são aprendidos na escola: “Os profissionais aqui entram, em sua maioria, como ajudantes e, no período do treinamento, nosso papel é identificar o talento de cada um e desenvolvê-lo ao longo do tempo”, explica Ana Paula Zagallo, superintendente da empresa.

 

 

E como é grande a falta de profissionais com essas características no mercado, a solução encontrada pela empresa de tapetes e carpetes foi de promover treinamentos para capacitar e manter os funcionários. Essa formação interna, aliada aos benefícios oferecidos pela empresa, que é de gestão familiar, são alguns dos componentes que ajudam na segunda etapa: a de reter esses talentos. “Temos profissionais com mais de 20 anos de casa. Recentemente, uma colaboradora me parou e disse toda orgulhosa, que naquele dia ela completava 22 anos de Santa Mônica”, comenta Ana Paula, com brilho nos olhos. Além do período de treinamento, são realizadas duas avaliações ao ano, e, a partir delas, podem acontecer promoções. A última rendeu 12 promoções.

 

 

A partir de dois anos e meio integrando o quadro de colaboradores da Santa Mônica, o profissional começa a receber bônus e, a cada cinco anos completados, uma gratificação extra, em sinal de reconhecimento dessa dedicação. “Os profissionais se sentem valorizados e isso é importante para nós também. Nosso produto possui um valor agregado por esses profissionais”, finaliza Ana.

 

 

Fonte: RH Central

http://www.rhcentral.com.br/noticias/noticia.asp?COD_noticia=12437


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