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Empresas: ouçam seus funcionários e sinta a diferença!

Por Michele Vizechi para o RH.com.br 

Nunca é tarde demais para ouvir tanto os ex-colaboradores como os atuais. Algumas empresas ficam alarmadas com a súbita partida de funcionários extremamente competentes e, na verdade, o maior obstáculo para a descoberta não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento.

O fato é que muitos gestores e executivos não se importam com as razões pelas quais os funcionários deixam a empresa, é como se dissessem: "Se você não gosta da nossa organização, não deixe que a porta bata em suas costas ao sair!". O que acontece é que os gestores não podem ouvir o que os funcionários não dizem.

É claro que não podemos reter todos os nossos melhores talentos, os bons profissionais recebem ofertas melhores e se vão um dia, mas os gestores competentes preocupam-se em compreender mesmo nesses casos "por que?" os bons profissionais se vão, particularmente quando a saída poderia ter sido evitada.

O custo da perda de um funcionário corresponde em média, a uma vez seu salário anual, ou seja, isso significa que uma empresa com 300 funcionários cujo salário gira em torno de $ 35 mil e cuja rotatividade voluntária é de 15% ao ano está perdendo $ 1.575,00 por ano só com custos de rotatividade.

Portanto, a principal razão para querer compreender as causas subjacentes da falta de motivação e da rotatividade voluntária é econômica! Não se trata de ser gentil com os funcionários gratuitamente, mas de tratá-los de uma forma que os fará se sentirem bem e propensos a dispensarem o mesmo tipo de tratamento a clientes.

Se pudermos nos comprometer a identificar corretamente as causas subjacentes à saída dos funcionários, e se conseguirmos abordar essas causas com soluções devidamente direcionadas que maximizem a motivação de nossos funcionários, poderemos observar resultados tangíveis na forma de custos de rotatividade reduzidos e receitas mais altas, mesmo que a longo prazo.

Tradicionalmente alguns gestores digam que seria responsabilidade do RH conduzir as entrevistas de desligamento, analisar os dados e informar as razões da saída dos funcionários, entretanto sabemos que a maior parte dos departamentos de Recursos Humanos não possui um programa de entrevista de desligamento eficaz. Nesse caso o ideal seria tentar reter o funcionário no momento que acontece a entrevista de desligamento e caso não houvesse reversão do caso, as entrevistas devem ser apresentadas posteriormente de forma clara para que o gestor tenha conhecimento do real motivo que seus funcionários se desligam e a partir daí, junto com o RH, promover medidas preventivas e tomada de decisões.

Conforme o dito popular "as pessoas se ligam às empresas, mas se desligam de seus gestores". Com todos esses dados obtidos conclui-se que a maior parte das razões pelas quais os empregados ficam desmotivados e deixam a empresa tem coerência, é previsível e pode ser evitada se os empregadores quiserem reter os empregados e estiverem dispostos a investir o tempo necessário para tomar medidas preventivas ou corretivas.

Essa é uma boa notícia, pois grande parte dessas ações não requer investimentos financeiros significativos. Em geral, essas ações exigem tempo e, sem dúvida, isso representa dinheiro; mas o custo da falta de motivação e da rotatividade é maior que o custo de tentar reter funcionários valiosos.

 

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Lideranca/Artigo/10113/empresas-oucam-seus-funcionarios-e-sinta-a-diferenca.html# 

 


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