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Estratégias de remuneração para as Pequenas e Médias Empresas

Marcelo Samogin

 

 

 

Que as pequenas e médias empresas são o motor da economia todos sabemos. Desde pequenos negócios de subsistência, que nascem e prosperam em nichos muitas vezes promissores e lucrativos, até empresas mais estabilizadas e maduras, que pensam como as grandes para se posicionarem, e enfrentam todos os tipos de dificuldades para serem competitivas. O aquecimento do mercado de trabalho expõe de forma inédita tais empresas e sua competitividade para atrair e manter profissionais mais qualificados, e que são assediados todos os dias pelas facilidades, oportunidades de desenvolvimento, bons benefícios e salários mais altos das maiores empresas. 

 

Ameaça ou oportunidade? A dificuldade de se pagar salários fixos mais altos, pode se transformar numa real oportunidade para os empreendedores que pensam de forma diferenciada para gerir seus negócios e custos.

 

Uma empresa que paga 20% abaixo de um mercado hipotético com o qual queira se comparar, pode transformar esta diferença (ou mais que 20%) em salário variável, vinculando se tais ganhos a resultados econômicos ou qualitativos dentro da operação do negócio. Sobre esta parcela mensal de salário variável são devidos os impostos normais que incidem sobre o salário fixo, com a diferença de que somente serão pagos se as metas e objetivos são atingidos ou superados, isto faz toda a diferença para a saúde econômica do negócio. Produtividade como financiador do negócio.

 

Também é de se esperar que funcionários mais motivados e orientados por metas, produzam mais e melhor, com custos marginais menores, o que certamente posiciona a empresa e seus produtos e serviços de maneira mais valorizada entre os clientes, trazendo mais negócios. Assim, o aumento da produtividade poderá financiar os custos (variáveis) de premiação, contribuindo para inclusive selecionar profissionais diferenciados no mercado. Parte da premiação pode e deve ser paga pelo atingimento dos objetivos e metas em grupo, o que valoriza a visão de conjunto e o trabalho em equipe, fatores chaves de sucesso para negócios de todos os portes. Ambientes produtivos que valorizam o trabalho em time e premiações impactam na forma de pensar dos funcionários, fazendo com que estes ponderem mais sobre o assédio do mercado de trabalho e empresas concorrentes. 

 

Com taxas menores de rotatividade de pessoal, o retorno dos treinamentos certamente impactará de forma rápida e mais duradoura na operação, mais uma vez tornando a mais competitiva. Equipes mais produtivas demandam uma quantidade total menor de funcionários para um mesmo patamar de entregas, impactando mais uma vez a produtividade. Líderes atuando como líderes.

 

Superar a defasagem salarial, a baixa produtividade dos funcionários, as dificuldades e a ausência de capacitação, certamente exigirão posturas diferenciadas dos líderes, supervisores e gestores. Pensar na qualificação e preparo dos líderes é uma das mais legítimas e importantes iniciativas para se fortalecer o ambiente de mudança. Competências essenciais como visão de custos, comunicação, feedback, gestão de conflitos e capacidade de planejamento sempre foram e continuarão sendo vitais para liderar pessoas e gerenciar negócios de sucesso.

Fonte: RH Central

http://www.rhcentral.com.br/artigos/artigo.asp?cod_tema=3623

 


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