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Executivos reclamam de demissões mal conduzidas

Algumas empresas brasileiras estão se atrapalhando na hora de desligar um funcionário. Uma pesquisa feita pela consultoria Produtive, que ouviu 300 executivos, mostrou que 68% já foram demitidos. Destes, 43% relataram que a demissão foi mal conduzida, algo que gerou uma imagem ruim da ex-companhia.

Em quase metade dos casos (47%) os profissionais também absorveram uma imagem ruim da pessoa responsável pelo desligamento. E o pior: em 70%, o demitido não recebeu feedback antes ou no momento da demissão, e em 33% das situações não houve clareza sobre o motivo do desligamento.

Rafael Souto, CEO e fundador da Produtive, listou os cinco pecados da demissão, baseado nos relatos dos executivos assessorados pela consultoria. Veja abaixo:

1. Tratar o demitido como infrator: Há casos em que o colaborador não pode acessar o próprio computador, buscar o material de trabalho e se despedir dos colegas de trabalho. É fundamental evitar esse tipo de situação, criando espaço para que o desligamento seja o mais amigável possível. Deixe que o profissional faça uma reunião com a equipe ou uma cópia de seus arquivos pessoais, obviamente respeitando as regras corporativas.

2. Não planejar a comunicação: O momento mais marcante do processo de desligamento é a conversa da demissão, e 70% dos profissionais auxiliados pela Produtive fizeramcríticas sobre essa questão. Nessa hora, vale apresentar as conquistas do profissional, assim como os motivos do desligamento. O gestor também deve ouvir o que o demitido tem adizer. A ideia geral é tratar o profissional como gostaria de ser tratado

3. Fugir do demitido: Muitos profissionais têm a percepção de que são evitados pelos seus ex- colegas, e isso só aumenta a mágoa e o sentimento de rejeição do funcionário desligado. Aempresa e o responsável pela transição devem organizar essa transição, para que tudo aconteça de forma natural, amigável e aberta.

4. Escolher a data errada para comunicar a demissão: Ocasiões especiais, como aniversário e período de festas de fim de ano, não são ideais para demitir um funcionário. Por mais que pareça desnecessário, é bom lembrar que não se demite alguém em situações atípicas.

5. Demitir sem dar informações sobre o pacote de benefícios e as regras transição: O gestor deve conhecer os detalhes da demissão e fornecer esses dados para o desligado.

Fonte: Você RH

http://revistavocerh.abril.com.br/materia/executivos-reclamam-de-demissoes-mal-conduzidas


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