Voltar a Notícias

.......

 

 

No Brasil Econômico: "Baixo crescimento desanima industrial"

 

Pesquisa da CNI mostra que a confiança dos empresários do setor diminuiu em julho, marcando pior resultado desde abril de 2009.


Os empresários brasileiros mostraram-se menos confiantes com a economia do país neste mês. E o que revela o Indice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em julho, o índice marcou 53,3 pontos, com queda de 2,8 pontos ante o mês anterior. Na comparação com julho de 2010, em que a pontuação estava em 63,2, a queda é a maior registrada. Esse é também o menor índice registrado desde abril de 2009. O Icei varia de zero a 100, valores abaixo de 50 pontos indicam desconfiança.


A deterioração na confiança foi puxada pelo setor automotivo, que registrou o menor índice no mês, ao marcar 45,8 pontos. Por outro lado, as maiores altas foram verificadas na indústria extrativa (57,1 pontos) e de construção (55,2 pontos).


O economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcelo D'Ávila, avalia que esse a piora no humor dos empresários é reflexo do baixo crescimento econômico do país ao longo do primeiro semestre deste ano.


"Esperava-se que o Produto Interno Bruto (PIB) atingisse em 2012 um crescimento maior do que os 2,7% de 2011, mas segundo o último resultado trimestral, que registrou desempenho de apenas 0,2%, é provável que essa conquista não seja atingida", argumenta, apontando ainda a deterioração do cenário externo, com o agravamento da crise em países da Europa e uma indefinição dos rumos da economia americana, como referência também tomada pelos empresários.


Além disso, o indicador de expectativas também apresentou recuo em julho, marcando 58 pontos, o menor desde abril de 2009, quando registrou 57 pontos. Apesar do mau desempenho, a leitura feita pela CNI para os próximos seis meses é de otimismo por conta de o indicador estar acima de 50 pontos.

 

Para D'Avila, as medidas anunciadas pelo governo como corte da taxa básica de juros (Selic) e medidas como a redução do IPI ainda não foram totalmente absorvidas pelo mercado. "Isso significa que o cenário futuro tende a ser melhor do que o atual. Deve apresentar uma melhora em algum momento do segundo semestre", diz.

 

O economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rogério Sobreira, segue a mesma leitura da Confederação e explica que o agravamento da crise externa reflete no sentimento de uma demanda menor por produtos brasileiros, já que a capacidade de compra torna-se cada vez menor.

 

"A queda do consumo nacional por conta do alto endividamento das famílias também leva a essa percepção feita pelos empresários", diz, mas lembrando que as projeções para o PIB de 2013, em torno de 4,5%, mantém a perspectiva melhor para os próximos meses.

-

O indicador de expectativas também apresentou recuo em julho, marcando 58 pontos , o menor desde abril de 2009.

 

Fonte: Relações do Trabalho

http://www.relacoesdotrabalho.com.br/profiles/blogs/no-brasil-economico-baixo-crescimento-desanima-industrial


Copyright 2011-2012 - Todos os Direitos Reservados - Images by Free Digital Photos