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O coaching como estratégia de negócios

 

 

Jorge Oliveira

 

 

 

 

Visto como resposta a uma mudança cultural num mundo cada vez mais individualizado, o coaching atende a demandas pessoais e serve aos mais diferentes propósitos, desde ajustar comportamentos a apoiar o desenvolvimento de competências. No entanto, ele ainda dispõe de enorme potencial no sentido de permitir que as organizações façam uso estratégico dessa poderosa ferramenta de mudanças. Tradicionalmente tem funcionado como uma forma de premiar o funcionário ou adequá-lo ao ambiente, ficando sempre circunscrita a ele e ao coach a responsabilidade pelo processo.

 

Na prática, as organizações delegam ao coach o processo de desenvolvimento de seu funcionário. Seu uso terceirizado, no entanto, tem frustrado profissionais independentes que ficam refém dos departamentos de RH, buscando demonstrar sua eficácia no trabalho que realizam com seus clientes – os funcionários eleitos para usufruir docoaching – ao mesmo tempo em que tentam convencer as organizações dos seus inúmeros benefícios, inclusive em relação à performance dos negócios. Ao contratar o coaching desconhecendo as diversas premissas e, em consequência, os muitos resultados benéficos que a intervenção pode trazer para as empresas, os RHs acabam delegando aos coachesuma responsabilidade que não lhes pertence e que poderia ser explorada com metas específicas e alvos certeiros, segundo seus próprios objetivos de crescimento empresarial.

 

O que não existe é uma clareza de que o processo de coaching executivo é fundamentalmente uma proposta de negócios, em que o profissionalcoach e o cliente podem trabalhar juntos para que, direta ou indiretamente, a organização aperfeiçoe seu desempenho ou melhore seus resultados. É desconhecido também o poder de irradiação sistêmica do coaching. Ou seja, quando um performer se modifica internamente, ele tenderá a mudar seu entorno, no trabalho, na sua casa, nos diferentes contextos que frequente, e, em última análise, na própria sociedade – as mudanças são reais por mais sutis que possam parecer e por mais difíceis que sejam de serem mensuradas.

 

Em outras palavras, qualquer que sejam as premissas que levaram as organizações a contratar o coaching, é importante que elas estejam claras. Primeiro, para que não haja confusão de papéis, mas também porque quanto maior a consciência nesse sentido, mais impactos positivos poderão ocorrer para as empresas. Ao assumir essa responsabilidade, as companhias têm condições de criar o ambiente favorável às mudanças que necessitam, alinhando os compromissos de cada um no processo e, consequentemente, também os ganhos. Hoje, por exemplo, já é comum o coaching desenvolver talentos em conjunto, visando ao desenvolvimento de uma área específica que sustentará uma determinada estratégia de negócios. São inúmeras as possibilidades de aplicação da ferramenta.

 

Criar uma cultura de coaching torna todo o processo mais transparente, otimizando as eventuais parcerias e contribuições que venham a somar no todo e abrindo mais espaço para os impactos e avaliações das mudanças ocorridas individualmente e no ambiente empresarial. Foi-se o tempo em que as empresas contratavam o coaching apenas para deixar um executivo mais feliz. Embora ele esteja na crista da onda por atender profissionais de uma maneira personalizada, representa uma boa oportunidade de ampliar a consciência das pessoas dentro das empresas e a consciência das próprias organizações. Assim ele deveria ser visto.

 

Fonte: Canal RH

http://www.canalrh.com.br/Mundos/colunistas_artigo.asp?o={D36988CB-C06F-46D2-A026-09AE0F5909DA}


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